quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um coração, duas paixões

Quem disse que não podemos amar duas coisas ao mesmo tempo? Podemos sim. Por exemplo, somos capazes gostar de duas cervejas, nos apaixonar por dois modelos de carros. Até mesmo nos entregar a dois vícios distintos. Nessa vida, meu amigo, digo que só não podemos nos entregar a duas mulheres, pois além de ser desonesto com sua esposa, você não terá paciência para aturá-las. Por isso, uma basta! 

Kléber em ação pelo Cruzeiro
Brincadeiras a parte, a história de dois amores e um só coração se repete no mundo do esporte. Quantos craques do mundo da bola trocaram de clube, fizeram história em ambos e viraram ídolos pelos times que defenderam. São inúmeros exemplos. 

Recentemente, o ex-atacante do Cruzeiro e atualmente no Palmeiras, Kleber, declarou esse amor pelos dois times. E é engraçado como o destino trata de colocar no caminho certo cada passo do atleta. O camisa 30 alviverde foi revelado no rival paulista, o São Paulo, e hoje se declara, não só torcedor, mas também apaixonado pelo time do Palestra Itália. 

E não é só isso. Afirmou também que gosta do Cruzeiro. 

Meu amigo, aí está uma declaração importantíssima para o mundo do esporte, tão desgastado com cenas lamentáveis. Em uma partida de futebol, é comum vermos torcidas rivais brigando entre si e jogadores em campo sendo desleais uns com os outros. 

Hoje, atacante defende as cores do Palmeiras
Porém, desta vez, um protagonista do futebol dá exemplo de que é possível amar dois clubes, ser profissional e se dar bem com ambos. Kleber comprova para todos que não é ruim dizer que gosta de dois clubes rivais. 

Se você, torcedor do Cruzeiro, ainda tem mágoas do atacante, pare e pense um pouco. Quantos momentos bons você não teve ao vê-lo jogando pelo time celeste? 38 gols em 58 partidas são números que mostram o excelente aproveitamento do “Gladiador”, apelido carinhoso conquistado pelo atleta ao longo dos anos de profissão. 

Por fim, digo que este exemplo deva ser seja seguido mais vezes, pois o futebol está carente de jogadores autênticos e que não têm medo de expor o que pensam e sentem. Quantos desportistas não querem fazer isso, mas têm medo de sofrer retaliação da própria torcida? Vamos dar um basta nisso. Esta talvez seja a chance que muitos esperam. Portanto: soltem o grito!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

“Disque Baladeiros” no Galo

Ontem eu estava “navegando” pela internet para interar sobre assuntos pertinentes ao mundo dos esportes, rotina que faço sempre pelas manhãs, e li uma estranha matéria no site da Gazeta Esportiva. Não pela reportagem em si, mas pelo teor do conteúdo lá exposto. 

Presidente Kalil faz o que pode àfrente do Galo
Nela há a afirmação de que a maior torcida organizada do Atlético Mineiro, a Galoucura, teria organizado um Disque Denúncia para fiscalizar de perto ações dos jogadores baladeiros do clube. E veja só, que curioso! O serviço tem até nome: "Disque Denúncia - A Festa Acabou". Torcedores creditam a péssima fase vivida pelo Campeão do Gelo a esses jogadores, que nem devem ter sido citados na nota à imprensa. 

Torcedor, você que lê essas singelas linhas, que apresentam críticas amenas sobre o assunto, e tem raciocínio lógico, afinal de contas é dotado de inteligência, acredita mesmo que a fase de um time de futebol é determinada pela noite “super-bombante” dos jogadores, que chegam cansados em suas casas, dormem pouco, acordam mais exaustos ainda e vão treinar moídos? 

Se você é desses, então preste atenção! E isso vai, principalmente aos integrantes da Galoucura. Pensem bem antes de criticar tais jogadores e colocarem a culpa toda neles. Afinal de contas, ninguém pode ser culpado por ser ruim. Pensem um pouco mais. Futebol não é feito apenas de medalhões e de passado. Quem vive de passado é Museu, já diz o ditado. 

Campeão Mineiro em 2010, Galo está devendo no Brasileiro
A diretoria atleticana contratou mal, ou melhor, vou além. Dos jogadores contratados e que estão em atividade hoje no Galo, nenhum ainda convenceu. É isso mesmo, a verdade precisa ser dita e digo o porquê. Vamos começar pelos mais importantes do elenco: Diego Souza, o número 1. O meia deve passar por um problema sério psicológico. Tem qualidade, mas não joga bem desde a decadência do Palmeiras no ano passado, pelo Campeonato Brasileiro. Foi dispensado pelo alviverde e pessimamente aproveitado no Galo, até o momento. 

Ricardinho já não sabe o que é jogar futebol há muito tempo. Vive do passado de glórias no Corinthians, que tinha um elenco extraordinário no final da década de 1990, e era coadjuvante. Pula de um time para o outro, mas não se firma em nenhum deles. Achou uma “brechinha” no Galo e ainda tenta jogar bola, mas está difícil. O meia equatoriano Mendez ainda pode render, mas veio de lesão e está claramente fora de ritmo de jogo. Vai precisar de mais tempo dentro de campo para poder ser criticado. 

Time de 99: vice-campeão brasileiro
Daniel Carvalho vive machucado. Quando pensamos que ele vai dar sequência no time, lá vem uma contusão que o afasta por semanas, meses. Fernandinho, ex-Cruzeiro, é outro que vira e mexe está lesionado. E quando entra em campo não lembra, nem de longe, o que jogou no arqui-rival atleticano, que nem foi grande coisa, cá entre nós! Dar o título de homem-gol do Galo à Obina e Neto Berola também é o fim da picada. 

O problema do número 1 no Galo, o goleiro, continua desde a saída do jovem Diego Alves. De lá pra cá, vários tentaram substituí-lo, mas não teve um que chegasse perto do rendimento dele. Este último, Fábio Costa, estava encostado no Santos e não é a toa. E no balaio de jogadores em péssima fase podemos citar Diego Tardelli, que caiu de produção absurdamente desde o início do Campeonato Brasileiro, Réver, que não se firmou no futebol alemão, e outros que fazem parte do elenco e eu não recordo. 

Luxemburgo precisa resgatar seu trabalho como técnico
Outro ponto que deve ser recordado pelo meu amigo torcedor atleticano é o técnico. Reconhecido por “resgatar” o potencial de jogadores em baixa, Luxemburgo não engata um bom trabalho há muito tempo. O último que eu lembro foi no Santos de 2006. É claro que ele é top no Brasil e entende de futebol, mas devemos reconhecer que há muito tempo ele não tem uma boa sequência de resultados. 

Por fim, querido amigo. Lembro ao senhor que futebol é alegria, arte. Deve ser jogado com o coração e razão em equilíbrio, e não com pressão e terrorismo. Acho digno que o torcedor vá ao campo, vaie o time e xingue quem quiser. Porém, ameaçar vai além dos direitos de torcedor, mesmo sendo feito de forma “pacífica”, se é que existe um meio termo para isso. 

É evidente que alguma coisa deve ser feita para resgatar o futebol do Atlético, que vive na “UTI” desde 1999, quando o time ainda contava com Guilherme e Marques no ataque. Mas será que um Disque Denúncia seria a solução? Eu acredito que não.