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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Parabéns ao Atlético, campeão da Copa do Brasil

O Atlético foi campeão da Copa do Brasil de forma incontestável. Dono de viradas "impossíveis", os comandados pelo técnico Levir Culpi escreveram uma linda história de superação, garra e amor pelo clube. Sempre em sintonia com sua torcida, o time alvinegro mostrou que fé e perseverança são a chave para uma conquista.

E título veio do jeito que o torcedor se acostumou nos últimos. Em 2013, quando venceu a Libertadores, o Galo fez o atleticano sofrer. Este ano, não foi diferente. Para erguer o inédito título da Copa do Brasil, duas viradas espetaculares, contra Corinthians e Flamengo. Na final, o maior rival.

Ontem, li na rede social do meu amigo Henrique Bastos a mais pura verdade. Ele disse o seguinte "para quem estava de fora dessa decisão, os dois jogos foram completamente sem graça (claro que para os atleticanos foi maravilhoso). A gente esperava dois jogos pegados, o pau quebrando, guerra, sangue e talvez até uma decisão por penal. Mas o que vimos foi um baile e um nó tático do Levir. Parecia até que o Atlético que precisava do resultado ontem (quarta-feira). O Cruzeiro completamente cansado e omisso não passou de uma presa fácil para o GALO, assim com um cordeiro é para um lobo".

Não tem o que discutir. Foi exatamente esta a sensação por todo o Brasil. Aos atleticanos, a glória. Aos cruzeirenses, desdém. Ao restante dos torcedores, um domínio absoluto dos alvinegros, que, de longe, não teve graça. Quem esperava um confronto duro, com placares até mais elásticos e oportunidades de gol para ambos os lados, se decepcionou. Nos dois jogos da final, somente o Galo jogou. O Cruzeiro sucumbiu diante da superioridade tática do Atlético.


Ao final de tudo, devemos reconhecer que venceu quem mereceu. Assim como o Cruzeiro mereceu vencer o Campeonato Brasileiro. Legal é que a Dilma, também atleticana, venceu as eleições presidenciais. Pena para o Aécio, que ficou sem ganhar nada este ano.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Confronto histórico na final da Copa do Brasil: análise tática, pontos fortes e fracos de Atlético e Cruzeiro

Atlético e Cruzeiro se enfrentam hoje, ás 22 horas, no Mineirão, pela final inédita da Copa do Brasil. Enquanto os alvinegros buscam o primeiro título, os celestes querem o além do penta, a tríplice coroa este ano. No dia 12 de novembro, o Galo venceu a Raposa no Independência, por 2 a 0, e leva vantagem na grande decisão. Caso o resultado se repita, desta vez favorável ao Cruzeiro, os times decidem nos pênaltis quem leva a taça.

ESCALAÇÕES
Atlético: O time definido pelo técnico Levir Culpi tem apenas uma alteração em relação ao jogo no Independência. Com Josué suspenso, quem deve assumir a vaga é o volante Rafael Carioca. Portanto, o Galo está escalado desta forma: Victor; Marcos Rocha, Jemerson, Leonardo Silva e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Dátolo, Luan e Carlos; Diego Tardelli.
Cruzeiro: O técnico Marcelo Oliveira tem problemas para escalar o Cruzeiro. Em jogo válido pela 36 rodada do Campeonato Brasileiro, que garantiu o título para o time celeste, o lateral direito Mayke, um dos destaque da equipe na temporada, sentiu dores na região posterior da coxa esquerda e é dúvida. Para o seu lugar, deve ser escalado o zagueiro Léo, ou um dos volantes Henrique e Willian Farias. Este último é o favorito. A Raposa deve seguir assim: Fábio; Willian Farias (Mayke), Léo, Bruno Rodrigo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Willian; Marcelo Moreno.

DESFALQUES
Cruzeiro: o atacante Marquinhos não pode jogar a Copa do Brasil, pois já atuou pelo Vitória na competição. No departamento médico do Cruzeiro estão o lateral Ceará, o zagueiro Dedé, o volante Tinga e o meia Alisson.
Atlético-MG: Josué, suspenso, Edcarlos, com lesão muscular na coxa direita, e Lucas Cândido, em recuperação de cirurgia no joelho direito, não encaram a Raposa.



ANÁLISE DO GALO
O Atlético joga no esquema 4-2-3-1. A linha com quatro homens atrás são avançadas e ajudam o meio de campo a pressionar o adversário. Os laterais Douglas Santos e Marcos Rocha jogam adiantado e avançam sempre que estão com a bola. Os volantes sobrem bem as subidas dos alas e os dois pontas, Luan e Carlos marcam a saída de bola do adversário. Desta forma, prejudicam o toque de bola do outro lado.
Outro fator importante são as bolas alçadas na área pelo lateral Marcos Rocha, que tem sido arma do Galo há mais de dois anos. Desde a reinauguração do Estádio Independência, o jogador se especializou em jogar a bola na entrada da pequena área, jogada semelhante a que o time inglês do Stoke City já realiza há vários anos da Premier League. Time ensaiou jogadas, inclusive o segundo gol do alvinegro no primeiro jogo da final saiu desta arma.
Por fim, o Galo leva vantagem na velocidade do seu ataque. É, talvez, o setor ofensivo mais rápido do Brasil. Tem toque de bola eficiente, sabe explorar as fraquezas do adversário e joga 90 minutos pressionando pelo menos a partir do meio de campo. Dobra a marcação quando sente que pode roubar a bola ainda no campo de ataque para dar o golpe final e sacramentar com gol.
Ponto fraco: o Galo joga fora de casa e tem jogadores jovens, que podem sentir a pressão da torcida contra.

ANÁLISE TÁTICA DA RAPOSA
O Cruzeiro é extremamente técnico. Joga muito semelhante ao time do Atlético, uma vez que mantém esquema 4-2-3-1, com quatro homens na linha de defesa, que jogam avançados e facilitam a marcação de pressão no campo de defesa do adversário. Ambos os laterais também são ofensivos. Porém, com a possível lesão de Mayke, o provável substituto direito deve ficar mais recuado para os avanços mais consistentes do lateral esquerdo Egídio.
A maior arma do time Celeste são as avançadas do meia atacante Ricardo Goulart. Vive excelente fase desde os tempos de Goiás. No ano passado foi contratado pelo Cruzeiro e virou titular do time. É peça fundamental no esquema tático do técnico Marcelo Oliveira, que vê nele um jogador de velocidade e, acima de tudo, fator surpresa na área. Não por acaso, é o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 15 gols.
Outra arma do time Celeste é a habilidade do meia Éverton Ribeiro. Eleito o melhor jogador do Brasileirão 2013, o canhoto tem sido um dos destaques da temporada. É rápido e habilidoso. Tem sempre uma jogada de efeito, que pode desequilibrar o esquema defensivo do adversário. Será, sem dúvida, um dos protagonistas da partida de hoje.
Ponto fraco: desfalques importantes e o cansaço do final de temporada podem prejudicar o time na partida.



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

"Galo letal" utiliza lateral, faz dois e abre vantagem na final da Copa do Brasil

Como era de se esperar, o Atlético fez muito bem uso de seus domínios e abriu vantagem na disputa pelo título inédito da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. Em duas bolas alçadas na área pelo lateral Marcos Rocha, o Galo achou brechas na defesa adversária e fez dois gols com Luan e Dátolo.

O gol cedo ajudou o Atlético a colocar as ideias no lugar. A partir dai, o Galo passou a marcar no meio de campo, fechando os espaços e dobrando a pressão somente quando necessário. Os contra-ataques passaram a fazer parte da rotina alvinegra. Ao Cruzeiro cabia a missão de partir para cima, com toque de bola envolvente, rápido e vertical, o que não aconteceu.

Luan abriu o placar com um gol de cabeça. E ele tinha dito que anotaria um tento na final. Predestinado, hein?! Marcos Rocha lançou bola na área, a zaga rebateu e sobrou nos pés do volante Josué. Ele rolou novamente a pelota para o lateral, que alçou na área e achou a cabeça do "menino maluquinho". O lance que inaugurou o placar aconteceu aos 8 minutos de jogo. E cabe ressaltar que o jogador alvinegro estava em condição irregular, mas que não foi anotado pelo assistente.

A partir dos 10 minutos da etapa inicial, o que se viu foi um Cruzeiro com pouca produtividade. Tinha a posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. O Atlético marcava no meio de campo e esperava a chance de poder matar o jogo. Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, jogadores de seleção brasileira e que deveriam ditar o ritmo do Gigante da Pampulha, pareciam cansados. Não conseguiram produzir nem perto o talento que os levaram à esquadra nacional.

Se aproveitando do cansaço do time celeste, o zagueiro atleticano Jemerson, que foi um dos destaque da partida, anulou completamente o ataque adversário. O garoto de apenas 21 anos sobrou e não deu chance a Marcelo Moreno e companhia. Vendo que o esquema tático não estava funcionando, já no segundo tempo o técnico cruzeirense Marcelo Oliveira fez alterações. Sacou Everton Ribeiro e Ricardo Goulart e colocou Julio Baptista e Dagoberto. Enquanto estiveram em campo, os quatro jogaram muito abaixo do esperado.

Na metade do segundo tempo, em mais uma jogada vindo do lateral Marcos Rocha, que alçou bola na área, Carlos ganhou de cabeça e ajeitou para o meia Dátolo. O argentino, outro destaque da partida, fuzilou para o gol, não dando chances ao goleiro Fábio. No final da partida, o atacante Diego Tardelli ainda teve a chance de ampliar o marcador, mas foi parado pelo arqueiro adversário, que pegou chute à queima roupa. A única oportunidade boa do Cruzeiro na etapa final aconteceu com o meia Éverton Ribeiro, pouco antes de ser substituído. Ele carregou a bola e da entrada da área bateu forte no canto direito do goleiro Victor. A bola passou tirando tinta da trave.

Para manter as chances de taça, o time celeste terá que ‘ser Atlético-MG'. Ou uma cópia do rival. Em outras palavras, os cruzeirenses precisarão de uma virada poucas vezes vista na história da Copa do Brasil. Ainda assim, irão contar com o apoio da sua torcida, que promete lotar o Mineirão. Talvez este seja o combustível necessário para que os jogadores celestes reponham as forças e coloquem o coração na ponta da chuteira.

Ao Atlético cabe comemorar a vitória e se preparar psicologicamente para o caldeirão no dia 26 de novembro. O Cruzeiro precisará vencer por três gols de diferença para ser campeão.

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 2 X 0 CRUZEIRO

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG) 
Data: 12 de novembro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília) 
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Rodrigo F. Henrique Correa (ESP-1/RJ)
Cartões amarelos: Josué (Atlético-MG). Samudio (Cruzeiro)
Gols: ATLÉTICO-MG: Luan, aos oito minutos do primeiro tempo; Dátolo, aos 13 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué, Leandro Donizete, Dátolo e Tardelli; Luan (Marion) e Carlos

Técnico: Levir Culpi

CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Bruno Rodrigo, Léo e Samudio; Lucas Silva (Nilton), Henrique, Everton Ribeiro (Júlio Baptista) e Ricardo Goulart (Dagoberto); Willian e Marcelo Moreno
Técnico: Marcelo Oliveira

Veja os gols da partida:


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Tira-teima: os pontos fortes e fracos de Atlético e Cruzeiro na primeira partida da final da Copa do Brasil

Nesta quarta-feira (12), às 22 horas, Atlético e Cruzeiro se enfrentam no Estádio Independência, em Belo Horizonte, em partida válida pela final da Copa do Brasil. Os times voltam a se enfrentam no dia 26 de novembro, no Estádio Mineirão.
Para este primeiro confronto, fizemos um levantamento dos pontos fortes e fracos de cada time. Confira!

RELACIONADOS E ESCALAÇÕES
Pelo lado do Atlético, Levir Culpi relacionou todos os 23 jogadores do elenco que estão disponíveis. Não houve concentração na Cidade do Galo, como foi implementado pelo treinador anteriormente. Os jogadores se apresentam no CT nesta quarta, dia do jogo. O desfalque para a decisão, em relação à semifinal, é o lateral reserva Alex Silva. Ele foi expulso no banco de reservas contra o Flamengo, no Mineirão.

Confira a lista de relacionados do Galo:
Goleiros: Victor, Giovanni e Uilson
Laterais: Marcos Rocha, Douglas Santos e Pedro Botelho
Zagueiros: Leonardo Silva, Jemerson, Edcarlos e Tiago
Volantes: Josué, Pierre, Leandro Donizete, Rafael Carioca e Eduardo
Meias: Dátolo, Luan, Maicosuel, Dodô e Paulinho
Atacantes: Diego Tardelli, Carlos e Marion

Time titular (4-2-3-1): Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué (Leandro Donizete), Dátolo, Luan, Maicosuel e Carlos; Diego Tardelli.

Já pelo lado do Cruzeiro, o técnico Marcelo Oliveira, definiu os relacionados depois de treinamento na Toca da Raposa II nesta terça-feira (11). A principal ausência na lista de 21 jogadores convocados para o jogo de ida da decisão é o zagueiro Dedé, que se recupera de lesão. 
Para o lugar de Dedé, Marcelo chamou o jovem zagueiro Alex. Os meias Ricardo Goulart e Júlio Baptista e os laterais Egídio, Mayke e Ceará treinaram à parte nesta terça-feira, mas foram relacionados normalmente. O atacante Marquinhos e o lateral-esquerdo Breno Lopes não foram incluídos na lista porque já defenderam outros clubes nesta edição da Copa do Brasil.

Confira a lista de relacionados do time Celeste:
Goleiros: Fábio e Elisson
Laterais-direitos: Ceará e Mayke
Laterais-esquerdos: Egídio e Samudio
Zagueiros: Alex, Bruno Rodrigo, Léo e Manoel
Volantes: Henrique, Lucas Silva, Willian Farias e Nilton
Meias: Everton Ribeiro, Júlio Baptista, Marlone e Ricardo Goulart
Atacantes: Dagoberto, Marcelo Moreno e Willian

Time titular (4-2-3-1): Fábio; Mayke, Bruno Rodrigo, Manoel (Léo) e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Willian (Júlio Batista); Marcelo Moreno.

PENDURADOS
No Galo, Levir Culpi poderá ter problemas para escalar Leonardo Silva, Jemerson, Marcos Rocha, Josué e Luan. Todos têm dois cartões amarelos e, caso sejam penalizados no primeiro clássico, estarão fora da grande final no Gigante da Pampulha. Do Cruzeiro, quatro titulares têm um cartão e apenas o goleiro Fábio está pendurado.

Veja as listas:

Cartões Atlético
*Leonardo Silva 2
*Luan 2
*Marcos Rocha 2
*Jemerson 2
*Josué 2
Rafael Carioca 1
Pedro Botelho 1
Alex Silva (suspenso nesta quarta-feira)
Dátolo 1
Pierre 1
Victor 1


Cartões Cruzeiro

*Fábio 2
Alisson 1
Dedé 1
Nilton 1
Dagoberto 1
Willian 1
Lucas Silva 1
Egídio 1

ANÁLISE FINAL
Apesar dos desfalques que assolam as duas equipes, Galo e Raposa vão equilibrados para a final. Ambas as equipes estão vivendo bom momento no Campeonato Brasileiro e jogam os melhores futebóis do país.
O Atlético deverá jogar com inteligência, já que tem muitos pendurados para o primeiro jogo desta quarta. Deverá atacar, mantendo a posse de bola, mas com equilíbrio no meio de campo. Ao contrário das últimas vezes, em que sabia o placar que deveria fazer e por isso batalhou até o último minuto, agora deverá dar o pontapé inicial. Vamos ver como se sai o Galo.
Já o Cruzeiro deverá manter o mesmo equilíbrio de sempre. Bom toque de bola no meio de campo, Everton Ribeiro comandando as ações de criação para as chegadas velozes de Willian, Ricardo Goulart e o oportunismo de Marcelo Moreno. Porém, como joga fora de casa e o retrospecto em partidas no Horto não é favorável, o Cruzeiro deverá conter o ímpeto do adversário para poder explorar possíveis erros e assim chegar a um resultado satisfatório.
Outro detalhe importante é que Atlético e Cruzeiro têm bancos de reservas de luxo, que podem decidir a partida. Enquanto Marion e Dodô vivem momentos especiais no Galo, Júlio Baptista e Dagoberto (especialmente este) podem entrar no decorrer do jogo e mudar a história.

sábado, 8 de novembro de 2014

Clássico dos clássicos: com ou sem torcida?

Depois de garantirem vaga na finalíssima da Copa do Brasil, Atlético e Cruzeiro iniciaram confronto fora das quatro linhas. Normal se analisarmos o histórico do duelo. Torcidas se gozam, jogadores fazem apostas, diretorias se bicam. Enfim, tudo aquilo que norteia o “pré-clássico” continua acontecendo.

A definição do mando de campo é um exemplo. A exemplo dos últimos confrontos, pensava-se que Atlético e Cruzeiro jogariam cada um em seu estádio, com torcida única. Porém, na quinta-feira (6), fomos surpreendidos com a notícia de que as duas torcidas poderão acompanhar o seu time do coração nos dois confrontos da inédita final.

De um lado, o presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, atacou o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, chamando-o, inclusive, de “desaforado”, alegando que este teria descumprido um suposto acordo.  O representante alvinegro rebateu, dizendo que o celeste é “mentiroso e descontrolado”. Disse ainda que não teria feito acordo com ninguém.

Sobre esses assuntos, a imprensa nacional, e em especial a mineira, já tem repercutido o suficiente. Ouviu todos os lados e fato é que nos dois jogos, o visitante terá direito a 10% dos ingressos, enquanto o mandante terá os outros 90%.

Alheio a toda essa polêmica, mas levando em consideração o triste passado de violência que envolve o clássico, penso que é hora de darmos um basta nessa separação ditatorial e desumana que existe ao dividir o espetáculo, limitando uma torcida por vez.  Não é justo que apenas um lado possa apoiar o seu time do coração e o outro tenha que esperar o próximo jogo.

Passou da hora de revermos essa história de torcida única. Como medida paliativa, funcionou e conseguiu inibir um pouco a violência. Mas é chegado o momento de discutir e polemizar o assunto novamente. O futebol mineiro passa por um período brilhante dentro de campo e isso não pode ser deixado de lado.

Dai você me pergunta: de quem é a culpa então? É das torcidas organizadas, que protagonizam cenas lamentáveis de violência umas com as outras? É do sistema de Segurança Pública? Do Estado? Do mandante do jogo?

Uma coisa é certa: uma partida de futebol é muito mais gostosa no estádio quando se tem as duas torcidas. Pergunte para os jogadores, diretorias e principalmente, pergunte para si mesmo, atleticano e cruzeirense. Você tem o direito de poder ver o seu time sempre, em qualquer lugar. A violência deve ser combatida e não é o torcedor que deve pagar o pato.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Vitória com assinatura atleticana

Lindo, maravilhoso, espetacular! Esse Galo é Forte, é Vingador! E esta última virtude nunca esteve tão em evidência quanto agora. E explico ao decorrer das ideias. Que maestria, que vigor! É o Galo da Libertadores de 2013 que ressurge nos momentos complicados? Aquele time divino, de homens que colocam o coração na ponta da chuteira, o sangue como se fosse suor e dá um pontapé no sentimento do impossível? Sim, este time está de volta. Aliás, nunca deixou de existir, apenas descansou para voltar ainda mais impressionante.

Com o ingresso na mão, parti sentido ao Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão. A casa dos times mineiros. Sim, times mineiros! Um terreiro mais espaçoso, capaz de acomodar loucos e fanáticos pelo Galão e a sua Massa de apaixonados. Chegando neste que seria o palco de uma das batalhas mais colossais de todos os tempos, me deparo com um desfile de ternos. Pensei comigo se seria baile de formatura, ou casamento?! Ou, quem sabe, de debutantes? Não. Era o jogo do Galo. Pessoas bem vestidas com a camisa do time do coração. Traje essencial para se entregar a uma emoção que transcende gerações.

Ao dar o pontapé inicial, as lágrimas já corriam nos rostos dos atleticanos. "É muita emoção. É muita emoção. Vamos, Galo! Eu acredito". Este era o grito de milhares de fanáticos, que impulsionavam o time querido diante de mais uma batalha. Os pais seguravam as mãos dos filhos. As vozes ecoavam em todo o estádio. Pessoas se abraçavam e tentavam passa confiança uns para os outros. Como se precisassem!

Um balde de água fria? Não! Isso não existe no vocabulário atleticano. Aliás, o que é isso mesmo? O que alguns chamam de "colocar água no chopp" o fanático alvinegro entende como "apimentada". Se não houver emoção, não é Galo. Não, não! Time e torcida andam tanto em sintonia que ambos insistem em repudiar qualquer tipo de jogo fácil, sem um tempero especial. É inadmissível. Vai chegar ao ponto em que o time adversário, ao encarar o Galo em seus domínios, já terá um gol de vantagem somente por causa da "apimentada". Porque Galo é emoção, é vibração, é raça!

E sem o primeiro tempo terminar, o filho do Galo deixou claro de que não existia virada. OK, tecnicamente houve. Mas não para o atleticano. Para eles não há virada. É tudo friamente calculado. É a famosa apimentada, lembra? Sem isso o atleticano, de fato, pira. Fica maluco. Maluco, não. Revoltado! Ora, não se pode vencer uma guerra sem emoção. Não é honroso. Perde-se o gosto, o prazer. É como conquistar uma mulher sem ao menos conversar com ela. A paquera, o lance, o desejo à flor da pele também vale, inclusive para o futebol.

Ao final, com a virada. Digo, a apimentada, o terreiro era, mais do que nunca, um só. Se o choro era apenas de alguns no início, ao soar o apito do árbitro pela última vez, um bando de alvinegros haviam se entregado à emoção. Justa, digna e honrosa, como deve ser presenciado por um legítimo atleticano. A vitória foi tão imponente, que quando cheguei em casa o galo do meu quintal ainda cantava de alegria. E isso já eram mais de 2 horas da manhã.

É esse o poder que traz uma VITÓRIA com todas as letras em "caixa alta". Para quem não é atleticano, uma vitória maiúscula, perplexa, autoritária. Para o alvinegro mineiro também é tudo isso, mas, acima de tudo, uma decisão com a assinatura do Clube Atlético Mineiro.


Carlos e Luan comemoram primeiro gol atleticano


Veja os gols!

https://www.youtube.com/watch?v=R106BLyvTEE