segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Atlético e Cruzeiro vencem pelo Brasileiro e esquentam decisão de quarta-feira

Atlético e Cruzeiro venceram seus confrontos válidos pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto o Galo bateu o Palmeiras por 2 a 0, o time Celeste venceu o Criciúma por 3 a 1, de virada.

Com os resultados, o Galo voltou ao G-4, com 57 pontos e continua firme na luta por uma vaga na Libertadores do ano que vem. Já o time Celeste caminha a passos firmes para garantir o tetra campeonato brasileiro, ou até mesmo a tríplice coroa, a exemplo de 2003.


ATLÉTICO
No sábado (8), o Galo foi até São Paulo enfrentar o desesperado Palmeiras, que se despedia do Pacaembu. O nome do jogo foi o meia Dodô, que foi titular pela primeira vez na temporada e deixou a sua marca. E que marca!

Primeiro, o meia cobrou falta na cabeça do zagueiro Tiago, que abriu o placar aos 38 minutos da etapa inicial. Já no segundo tempo, aos 19 minutos, Dodô puxou o contra-ataque, fintou o volante Renato e ao melhor estilo Romário deu um toquinho no canto esquerdo do goleiro Fernando Prass, tirando qualquer chance de defesa do arqueiro alviverde.

Quem também se destacou na partida foi o atacante Marion, que tem entrado nas partidas do Galo e dado conta do recado. É rápido, inteligente e dribla como poucos. Aos 22 anos, ainda tem muita lenha para queimar no Atlético e merece uma atenção especial. Outro que chamo a atenção aos atleticanos é o volante Eduardo. Guardem esse nome, pois ainda vai brilhar no nosso futebol, ou no exterior.

Dodo é o novo trunfo do Galo para a sequência do Brasileiro (Foto Getty)



CRUZEIRO
Fechando a 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro recebeu o Criciúma no Mineirão e venceu, de virada, por 3 a 1. Logo aos dois minutos de jogo, um susto para os mineiros. Lucca abriu o placar, após falha do zagueiro Bruno Rodrigo.

Depois de levar o gol, o Cruzeiro se impôs e atacou o tempo todo. Com 89 finalizações em 33 jogos e 14 gols marcados no Campeonato Brasileiro, Marcelo Moreno entrou e decidiu. Além de fazer o gol de empate, deu trabalho para o goleiro Bruno, que evitou uma goleada no Mineirão.

Ricardo Goulart, mesmo perdendo oportunidade clara aos seis minutos do primeiro tempo, que poderia ter sido a do empate, se redimiu e marcou o segundo do time celeste, após jogada de raça do zagueiro Bruno Rodrigo, que também se redimiu. Willian, em ótima fase, sacramentou a vitória.


Marcelo Moreno provou novamente que é fundamental para o Cruzeiro (Foto: Juarez Rodrigues EM/D.A Press)

sábado, 8 de novembro de 2014

Clássico dos clássicos: com ou sem torcida?

Depois de garantirem vaga na finalíssima da Copa do Brasil, Atlético e Cruzeiro iniciaram confronto fora das quatro linhas. Normal se analisarmos o histórico do duelo. Torcidas se gozam, jogadores fazem apostas, diretorias se bicam. Enfim, tudo aquilo que norteia o “pré-clássico” continua acontecendo.

A definição do mando de campo é um exemplo. A exemplo dos últimos confrontos, pensava-se que Atlético e Cruzeiro jogariam cada um em seu estádio, com torcida única. Porém, na quinta-feira (6), fomos surpreendidos com a notícia de que as duas torcidas poderão acompanhar o seu time do coração nos dois confrontos da inédita final.

De um lado, o presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, atacou o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, chamando-o, inclusive, de “desaforado”, alegando que este teria descumprido um suposto acordo.  O representante alvinegro rebateu, dizendo que o celeste é “mentiroso e descontrolado”. Disse ainda que não teria feito acordo com ninguém.

Sobre esses assuntos, a imprensa nacional, e em especial a mineira, já tem repercutido o suficiente. Ouviu todos os lados e fato é que nos dois jogos, o visitante terá direito a 10% dos ingressos, enquanto o mandante terá os outros 90%.

Alheio a toda essa polêmica, mas levando em consideração o triste passado de violência que envolve o clássico, penso que é hora de darmos um basta nessa separação ditatorial e desumana que existe ao dividir o espetáculo, limitando uma torcida por vez.  Não é justo que apenas um lado possa apoiar o seu time do coração e o outro tenha que esperar o próximo jogo.

Passou da hora de revermos essa história de torcida única. Como medida paliativa, funcionou e conseguiu inibir um pouco a violência. Mas é chegado o momento de discutir e polemizar o assunto novamente. O futebol mineiro passa por um período brilhante dentro de campo e isso não pode ser deixado de lado.

Dai você me pergunta: de quem é a culpa então? É das torcidas organizadas, que protagonizam cenas lamentáveis de violência umas com as outras? É do sistema de Segurança Pública? Do Estado? Do mandante do jogo?

Uma coisa é certa: uma partida de futebol é muito mais gostosa no estádio quando se tem as duas torcidas. Pergunte para os jogadores, diretorias e principalmente, pergunte para si mesmo, atleticano e cruzeirense. Você tem o direito de poder ver o seu time sempre, em qualquer lugar. A violência deve ser combatida e não é o torcedor que deve pagar o pato.