quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Confronto histórico na final da Copa do Brasil: análise tática, pontos fortes e fracos de Atlético e Cruzeiro

Atlético e Cruzeiro se enfrentam hoje, ás 22 horas, no Mineirão, pela final inédita da Copa do Brasil. Enquanto os alvinegros buscam o primeiro título, os celestes querem o além do penta, a tríplice coroa este ano. No dia 12 de novembro, o Galo venceu a Raposa no Independência, por 2 a 0, e leva vantagem na grande decisão. Caso o resultado se repita, desta vez favorável ao Cruzeiro, os times decidem nos pênaltis quem leva a taça.

ESCALAÇÕES
Atlético: O time definido pelo técnico Levir Culpi tem apenas uma alteração em relação ao jogo no Independência. Com Josué suspenso, quem deve assumir a vaga é o volante Rafael Carioca. Portanto, o Galo está escalado desta forma: Victor; Marcos Rocha, Jemerson, Leonardo Silva e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Dátolo, Luan e Carlos; Diego Tardelli.
Cruzeiro: O técnico Marcelo Oliveira tem problemas para escalar o Cruzeiro. Em jogo válido pela 36 rodada do Campeonato Brasileiro, que garantiu o título para o time celeste, o lateral direito Mayke, um dos destaque da equipe na temporada, sentiu dores na região posterior da coxa esquerda e é dúvida. Para o seu lugar, deve ser escalado o zagueiro Léo, ou um dos volantes Henrique e Willian Farias. Este último é o favorito. A Raposa deve seguir assim: Fábio; Willian Farias (Mayke), Léo, Bruno Rodrigo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Willian; Marcelo Moreno.

DESFALQUES
Cruzeiro: o atacante Marquinhos não pode jogar a Copa do Brasil, pois já atuou pelo Vitória na competição. No departamento médico do Cruzeiro estão o lateral Ceará, o zagueiro Dedé, o volante Tinga e o meia Alisson.
Atlético-MG: Josué, suspenso, Edcarlos, com lesão muscular na coxa direita, e Lucas Cândido, em recuperação de cirurgia no joelho direito, não encaram a Raposa.



ANÁLISE DO GALO
O Atlético joga no esquema 4-2-3-1. A linha com quatro homens atrás são avançadas e ajudam o meio de campo a pressionar o adversário. Os laterais Douglas Santos e Marcos Rocha jogam adiantado e avançam sempre que estão com a bola. Os volantes sobrem bem as subidas dos alas e os dois pontas, Luan e Carlos marcam a saída de bola do adversário. Desta forma, prejudicam o toque de bola do outro lado.
Outro fator importante são as bolas alçadas na área pelo lateral Marcos Rocha, que tem sido arma do Galo há mais de dois anos. Desde a reinauguração do Estádio Independência, o jogador se especializou em jogar a bola na entrada da pequena área, jogada semelhante a que o time inglês do Stoke City já realiza há vários anos da Premier League. Time ensaiou jogadas, inclusive o segundo gol do alvinegro no primeiro jogo da final saiu desta arma.
Por fim, o Galo leva vantagem na velocidade do seu ataque. É, talvez, o setor ofensivo mais rápido do Brasil. Tem toque de bola eficiente, sabe explorar as fraquezas do adversário e joga 90 minutos pressionando pelo menos a partir do meio de campo. Dobra a marcação quando sente que pode roubar a bola ainda no campo de ataque para dar o golpe final e sacramentar com gol.
Ponto fraco: o Galo joga fora de casa e tem jogadores jovens, que podem sentir a pressão da torcida contra.

ANÁLISE TÁTICA DA RAPOSA
O Cruzeiro é extremamente técnico. Joga muito semelhante ao time do Atlético, uma vez que mantém esquema 4-2-3-1, com quatro homens na linha de defesa, que jogam avançados e facilitam a marcação de pressão no campo de defesa do adversário. Ambos os laterais também são ofensivos. Porém, com a possível lesão de Mayke, o provável substituto direito deve ficar mais recuado para os avanços mais consistentes do lateral esquerdo Egídio.
A maior arma do time Celeste são as avançadas do meia atacante Ricardo Goulart. Vive excelente fase desde os tempos de Goiás. No ano passado foi contratado pelo Cruzeiro e virou titular do time. É peça fundamental no esquema tático do técnico Marcelo Oliveira, que vê nele um jogador de velocidade e, acima de tudo, fator surpresa na área. Não por acaso, é o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 15 gols.
Outra arma do time Celeste é a habilidade do meia Éverton Ribeiro. Eleito o melhor jogador do Brasileirão 2013, o canhoto tem sido um dos destaques da temporada. É rápido e habilidoso. Tem sempre uma jogada de efeito, que pode desequilibrar o esquema defensivo do adversário. Será, sem dúvida, um dos protagonistas da partida de hoje.
Ponto fraco: desfalques importantes e o cansaço do final de temporada podem prejudicar o time na partida.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Parabéns ao Cruzeiro, tetracampeão Brasileiro!

Como era de se esperar, o Cruzeiro confirmou o favoritismo diante do Goiás e venceu por 2 a 1, carimbando o tetracampeonato brasileiro com duas rodadas de antecedência. O jogo foi disputado no Mineirão, neste domingo (23). Com a vitória, o time celeste chegou aos 76 pontos e não pode mais ser alcançado pelo segundo colocado, o São Paulo que tem 69 pontos.
Debaixo de muita chuva, já que o sistema de drenagem do estádio não suportou a quantidade absurda de água que São Pedro despejou em Belo Horizonte, Cruzeiro e Goiás fizeram um jogo com baixo rendimento técnico. Aos 12 minutos, Ricardo Goulart abriu o marcador, de cabeça, após cruzamento na medida do lateral Mayke.
O Goiás não se intimidou e buscou o empate. Após bobeira da defesa celeste, o atacante Samuel ficou sozinho, de frente com o goleiro Fábio, e bateu no canto esquerdo, sem chances para o arqueiro. Com o empate, a festa do título vinha sendo adiada, já que o São Paulo vencia o Santos por 1 a 0 naquele momento.
No segundo tempo, o Cruzeiro decretou a vitória após jogada de Willian. Ele cruzou na cabeça do meia Everton Ribeiro, que apareceu sozinho na pequena área para estufar as redes alviverdes.

GRUPO SELETO
O título conquistado pelo Cruzeiro neste domingo colocou o clube celeste em um seleto grupo de times que ganharam o Campeonato Brasileiro duas vezes consecutivas. O último time a conseguir essa façanha foi o São Paulo, de 2006 a 2008, quando foi tricampeão. Antes do Tricolor, o Corinthians também realizou o feito, em 1998 e 1999.
O Palmeiras é o único a ser bicampeão em ocasiões distintas: em 1972 e 1973; e em 1993 e 1994. A unificação dos títulos brasileiros anteriores a 1971 gerou uma situação bizarra para o time alviverde. Como conquistou a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa em 1967, a equipe é considerada atualmente bicampeã brasileira no mesmo ano, mas por torneios diferentes.
Outros clubes que conquistaram o bicampeonato brasileiro foram o Flamengo (1982 e 1983) e o Internacional (1975 e 1976). Na época da Taça Brasil, o Santos de Pelé foi pentacampeão de maneira consecutiva, em 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965, tendo sua sequência interrompida pelo próprio Cruzeiro, em 1966.

RANKING
O Cruzeiro alcançou sua oitava conquista nacional de expressão. Com a unificação dos títulos anteriores a 1971, o clube celeste agora tem quatro Brasileiros e quatro Copas do Brasil, somando oito troféus ao todo. 
A Raposa igualou o Flamengo e o Corinthians, que também têm oito conquistas, mas com cinco Brasileiros e três Copas do Brasil cada. O Rubro-negro ainda reivindica o título de 1987, não reconhecido pela CBF. O maior campeão nacional é o Palmeiras, que este ano briga contra o rebaixamento. O Verdão conquistou oito Brasileiros unificados e duas Copas do Brasil.
Em segundo lugar está o Santos. O Peixe também ganhou oito Brasileiros, sendo seis deles com Pelé, e uma Copa do Brasil, totalizando nove títulos de expressão nacional. Entre os seis maiores vencedores, apenas o Cruzeiro não é do eixo Rio-São Paulo. O Grêmio é o sétimo maior campeão, com quatro Copas do Brasil e dois Brasileiros.

Com informações Gilmar Laignier / Superesportes

Marcelo Oliveira é saudado pelos jogadores campeões brasileiros (Foto: Denilton Dias / Agência Estado)