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| Carlos Alberto, Rafael Moura e Marcão comemoram classificação (Foto: Marcos Ribolli) |
O que poucos acreditavam aconteceu. O Palmeiras, que priorizou a Copa Sul-Americana para chegar à Libertadores, perdeu para o já rebaixado no Campeonato Brasileiro Goiás. Os 2 a 1 encerraram as esperanças de título no ano e de retorno à principal competição intercontinental das Américas para o time paulista.
Vanderlei Luxemburgo diz que o medo de ganhar impede o time de vencer. E foi exatamente isso o que aconteceu com o Palmeiras. Vencendo por 1 a 0, ainda no primeiro tempo, os comandados pelo técnico Felipão recuaram e foram punidos com o empate no final da etapa inicial.
No segundo tempo, o Goiás foi corajoso e colocou três atacantes. Com a entrada de Felipe, Rafael Moura e Otacílio Neto passaram a ser mais acionados. O meio de campo esmeraldino controlou o jogo, pressionou e chegou à virada heróica. Vitória para lavar a alma e tentar salvar o ano.
Evidente que o Goiás tem um time limitado, mas o Palmeiras também tem. Ingênuo é o palmeirense que acredita ter um bom elenco. Não tem. É tão ruim quanto outros times da parte de baixo do Campeonato Brasileiro.
Sem Valdívia, o time paulista é fraco, sem criatividade e depende de boas atuações do goleiro Deola, para salvar as burradas da defesa, das faltas de Marcos Assunção e de uma jogada de efeito de Kleber. Nada disso aconteceu ontem. Nem mesmo Edinho e Márcio Araújo, que são destaques no limitado time comandado por Felipão, jogaram bom futebol ontem.
O Goiás não será o Brasil na final da Copa Sul-Americana. Será o time que representará a dignidade do futebol brasileiro. Rebaixado no campeonato nacional, vivendo crises políticas e com elenco tão limitado, ou pior que o Palmeiras, o time esmeraldino pareceu ter mais interesse pela competição.





